sábado, 28 de novembro de 2009

Felicidade?


Felicidade
                                                                                           Platônico Amor o Meu
                                                                                           Atônito, Utópico


Sei que teu beijo é mais Doce
que o mel de nobres Abelhas.

Pudera Beijar-te
sem desfazer sua frágil Beleza
já que és feita de cristais de Açúcar?


Te vejo de Longe.

Sei que teu perfume é Suave
como a mais bela Flor

Pudera Tragar-te
sem consumir-te Inteira
já que és fumaça de Incenso?


Te vejo de Longe.

Sei que teu sopro me Refresca
como vento da Madrugada

Pudera Aproximar-me
sem derreter seus finos Traços
já que és estátua de Gelo?


Te vejo de Longe.

Sei que tua imagem é Forte
como abrigo para Guerras

Pudera em ti Apoiar-me
sem derrubar seus frágeis Pilares
já que és castelo de Areia?


Te vejo de Longe.

Sei que relógio algum te Serve
pois és atemporal como um deus

Pudera prever ou Prevenir-me
sem envelhecer-te ou Matar-te
já que és instantâneo Gozo?


Te vejo de Longe.

Sei que me encanta tuas caras e Bocas
assim como os seus Valores.

Pudera ao topo, juntos, chegarmos
sem vícios ou Trapaças
já que és castelo de cartas?


Te vejo de Longe.

Sei que tua boca é Suave
como o sabor dos lábios de Afrodite

Pudera Saciar-me
sem consumir-te Inteira
já que és polpa de Romã?


Te vejo de Longe...

...e se não basta, Deveria!
Te transforma e Destrói
te agrega Defeitos,
o meu Amor.

Vivo do que Absorvo
de sua Essência,
de meus Delírios
e Sensações.

Do que Observo
de sua Presença,
de sonhos Contigo
(quase Sempre).

Vivo só de minha

Felicidade

                                             Platônico Amor o Meu
                                        Atônito, Utópico